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Ao acordar pela manhã,me levantei e fui direto ao espelho,e pedi a ele que planejasse um reencontro entre eu e eu de anos atrás,por um momento me senti entrando dentro dele e reencontrei comigo,me vi sentada no chão com uma boneca na mão, um sorriso largo e natural, um olhar fixo e seguro,os pés inundados de barro, com um vestidinho solto e florido.Me convidei a passearmos pelo jardim, a nos conhecer,e a procurar naquela criança onde foi que deixei o tempo passar.Eu não conseguia correr como ela,eu não conseguia fazer afago nela como ela fazia em mim,eu não via graça em nada e ela ria de tudo,eu tinha medo do caminho, e ela seguia cantando;segurei sua mão macia e calorosa,sentamos em um banco e nos olhamos.Eu a olhava com um olhar sensível,meigo, terno e saudoso,e ela me olhava com um olhar inseguro, medroso e desconfiado,foi neste momento que percebi que aquela criança não queria crescer, pois ela via em mim o quanto eu perdi deixando o tempo passar,ela não queria ser eu,mas eu desejei ser ela......

Cecilia sfalsin

O silêncio corrói. O que há de atrativo em crescer? Bom mesmo é ser criança. Porque criança, tem esperança.(Melissa Rocha)


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2 comentários:

  1. nossa belissimo post
    gostei muito mesmo
    prbn.

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  2. Cecilia,

    Gosto dos seus textos pois ele têm vida, sinto a emoção em cada palavra.
    Criança é a fase da vida que nunca deve morrer, levar sempre consigo essa eterna criança.

    Abraços,

    Srta G

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A fase mais gostosa de quem escreve é quando conhece a opinião de quem lê....Obrigada por suas palavras e sejas sempre bem vindo(a)....

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