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” O contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor…Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.”  [Martha Medeiros]


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4 comentários:

  1. Olá minha querida amiga Cecilia!!!
    Minha amiga, é sempre muito bom passar por aqui, pois sempre encontramos belas mensagens e maravilhosos ensinamentos para nosso aprendizado no caminho da vida...
    Belo texto de Martha Medeiros, a indiferença é o pior dos sentimentos, o pior pecado contra os nossos semelhantes, é o desamor da alma.
    Tenha uma noite maravilhosa e abençoada!!!
    Abraços e muita luz em seu caminho!!!

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  2. Obrigada querida pela visita e pelo gentil comentário.Os textos de Martha Medeiros sempre me encantam pela realidade palpável com que trata seus temas. Parabéns pela escolha. Falar sobre a indiferença não nos remete a sentimento e alma.É frieza, é inexistência.Um forte abraço e um final de semana suave e doce para que encante tua alma.Bjs no coração Eloah

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  3. Olá. Adorei seu blog. Cheguei até aqui, através de uma amiga comum, a Malu. Valeu a pena. Beijos e ótimo domingo.

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  4. Cecilia, esta Martha... afff... ela é demais mesmo! Que mulher inteligente com as palavras!

    O que talvez fosse muito normal e natural era eu odiar o meu ex-marido por todo mal que me fez. Felizmente, não carrego isso comigo nem mesmo a mágoa. Para o azar dele, o que deve gerar raiva nele, é a indiferença que sinto. Ele deixou de existir. Ele e nada é a mesma coisa. Ou seja, ele é uma coisa abstrata. Não precisava ser assim, não queria que fosse assim, mas ele plantou, semeou e colheu. E um dia, o que ele fz de tão errado ontem e hoje, vai fazer falta, porque nunca devemos tratar muito mal os mais proximos. A Terra é redonda e não é assim por acaso.

    Beijos

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A fase mais gostosa de quem escreve é quando conhece a opinião de quem lê....Obrigada por suas palavras e sejas sempre bem vindo(a)....

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